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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

E se a lógica do powerpoint de Dallagnol fosse aplicada a Aécio Neves e o Helicoca?

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Do DCM
powerpoint de Dallagnol fosse aplicada a Aécio Neves e o Helicoca


A apresentação do procurador do partido de Aecio e Moro, Deltan Dallagnol, da denúncia contra o Presidente Lula no Ministério Público Federal foi uma grande conta de chegada.
Apesar da falta de evidências, ou por causa dela, Dallagnol apelou para um powerpoint que se tornou um clássico instantâneo. Os desenhos toscos eram a versão da história meia boca que ele queria contar.
Lula era o “chefe da propinocracia”; o “maestro de uma grande orquestra concatenada para saquear os cofres públicos”; o “comandante máximo” do petrolão. “Sem o poder de decisão de Lula esse esquema seria impossível”, definiu.
A dureza é que, segundo admitiu um procurador na sequencia, não há “provas cabais”.
Não faz mal. O que o MP está fazendo, fica cada vez mais claro, é colocar Lula como culpado a priori para depois preencher as lacunas com qualquer coisa que sirva a essa tese.
Em sua resposta ao show de Dallagnol, Lula lembrou do caso Helicoca. “Eles tinham provas da cocaína, eles viram a cocaína, eles pegaram a cocaína, mas não tinham convicção, aí liberaram”, falou.
Foi uma blague, mas pensemos no seguinte: e se a lógica dos homens de Moro fosse aplicada para mostrar a ligação de, digamos, Aécio Neves com o helicóptero capturado com 445 quilos de pasta base de cocaína numa fazenda no Espírito Santo em 2014?
Veja o que poderia ser usado num diagrama cheio de pontilhados, setinhas e bolas azuis. Baseio-me numa reportagem de Joaquim de Carvalho no DCM:
. A aeronave estava no nome de Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella. Zezé e Aécio são mineiros, amigos de longa data e torcem para o mesmo time, o Cruzeiro, do qual Perrella foi presidente.
. A família Perrella aparece nos inquéritos abertos para investigar a concessão dos restaurantes da Cidade Administrativa, a maior obra de Aécio no estado, a venda de refeições para os presos, a fraude fiscal na venda de carnes e o convênio para a produção de alimentos para o programa Minas Sem Fome. Aécio sabia?
. O jornalista Marco Aurélio Carone foi acusado de publicar informações falsas com o objetivo de buscar vantagens indevidas. Ele foi para trás das grades depois que começou a divulgar informações sobre Aécio e sua irmã Andrea.
. Na prisão, Carone recebeu a visita de deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Um deles gravou um depoimento dele dizendo que foi detido dias depois de obter a informação de que a filha de Aécio viajou no Helicoca.
. Uma marchinha de carnaval foi escolhida pelos ouvintes de uma rádio. A letra: “o pó rela no pé” e o “pé rela no pó.” Na canção, os sambistas perguntam: “Esse pó é de quem estou pensando?” Em seguida, respondem: “Ah, é sim! “Ah, é sim!”.
. O Helicoca pousou no aeroporto de Cláudio? Não sabemos. É possível que sim. Vale usar o lema do pessoal do Dallagnol: in dubio pro escarcéu.
Alguém poderia juntar tudo isso numa série de slides. Um deles teria Aécio no centro com um cifrão bem grande para impressionar. Invente um nome como coronelocracia, pãodequeijocracia etc.
Chame a imprensa para mostrar. Não vai dar nada. Diante de tão fracos argumentos, ninguém vai levar aquilo a sério.
Agora: experimente dizer que a fazenda pode ser de uma tia de segundo grau do Lula. Bingo. E só não se esqueça de reforçar que Deus é contra a corrupção.

sábado, 10 de setembro de 2016

Nassif denuncia acordo entre Janot e Aécio

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Nassif denuncia acordo entre Janot e Aécio 
"Ontem Janot abriu mão das sutilezas, dos rapapés, das manobras florentinas, dos disfarces para sustentar a presunção de isenção e rasgou a fantasia, nomeando o subprocurador Bonifácio de Andrada para o lugar de Ela Wieko, na vice-Procuradoria Geral. Não se trata apenas de um procurador conservador, mas de alguém unha e carne com Aécio Neves e com Gilmar Mendes", diz o jornalista Luis Nassif; segundo ele, as acusações contra o senador, apontado na pré-delação da OAS como beneficiário de propinas na Cidade Administrativa, desaparecerão de vez do noticiário e da PGR
Xadrez do acordão da Lava Jato e da hipocrisia nacional
Por Luis Nassif, no jornal GGN
Conforme previsto, caminha-se para um acordão em torno da Lava Jato que lança a crise política em uma nova etapa com desdobramentos imprevisíveis.
Movimento 1 – os ajustes na Lava Jato
Trata-se de um movimento radical do Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot, que praticamente fecha a linha de raciocínio que vimos desenvolvendo sobre sua estratégia política.
Peça 1 – monta-se o jogo de cena entre Gilmar Neves e Janot. Janot chuta para o Supremo a denúncia do senador Aécio Neves. Gilmar mata no peito e devolve para Janot que se enfurece e chuta de novo de volta ao Supremo. Terminado o jogo para a plateia, Janot guarda a bola e não se ouve mais falar nas denúncias contra Aécio. Nem contra Serra. Nem contra Temer. Nem contra Geddel. Nem contra Padilha.
Peça 2 – duas megadelações entram na linha de montagem da Lava Jato: a de Marcelo Odebrecht e de Léo Pinheiro, da OAS. Pelas informações que circulam, Marcelo só entregaria o caixa 2; Léo entregaria as propinas de corrupção, em dinheiro vivo ou em pagamento em off-shores no exterior.
Peça 3 – advogados de José Serra declaram à colunista Mônica Bergamo estarem aliviados, porque a delação de Marcelo Odebrecht só versaria sobre caixa 2. Ficam duas questões pairando no ar. Se Caixa 2 é crime, qual a razão do alívio? E se ainda haveria a delação de Léo Pinheiro, qual o motivo da celebração?
Peça 4 – em um dos Xadrez matamos a primeira charada e antecipamos que a Câmara estava estudando uma saída, com a assessoria luxuosa de Gilmar Mendes, visando anistiar o caixa 2 e criminalizar apenas o que fosse considerado dinheiro de corrupção, para enriquecimento pessoal.
Peça 5 – a segunda questão – de Léo Pinheiro delatando corrupção - foi trabalhada em seguida, quando monta-se o jogo de cena, de Veja publicando uma não-denúncia contra Dias Toffoli e, imediatamente, Janot acusando os advogados da OAS de vazamento e interrompendo o acordo de delação, ao mesmo tempo em que Gilmar investia contra a Lava Jato, anunciando que o Supremo definiria as regras das delações futuras. Há movimentos do lado da Lava Jato, do lado da PGR, Gilmar se acalma, diz apoiar a Lava Jato. A chacoalhada, sutil como um caminhão de abóboras que passa em um buraco, permitiu ajustar todas as peças.
Peça 6 – Avança-se na tal Lei da Anistia do caixa 2 e o caso passa a ser analisado também pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), presidido por Gilmar.
Peça 7 – Ontem Janot abriu mão das sutilezas, dos rapapés, das manobras florentinas, dos disfarces para sustentar a presunção de isenção e rasgou a fantasia, nomeando o subprocurador Bonifácio de Andrada para o lugar de Ela Wieko, na vice-Procuradoria Geral. Não se trata apenas de um procurador conservador, mas de alguém unha e carne com Aécio Neves e com Gilmar Mendes. Janot sempre foi próximo a Aécio, inclusive através do ex-PGR Aristides Junqueira, com quem trabalhou e que é primo de Aécio. Com Bonifácio, estreita ainda mais os laços.
Fecho – tudo indica que se resolve o imbróglio da Lava Jato da seguinte maneira:
  1. Avança-se na nova Lei da Anistia, com controle de Gilmar através do TSE.
  2. Bonifácio de Andrada faz o meio-campo de Janot com Gilmar e Aécio, ajudando na blindagem e evitando qualquer surpresa, que poderia acontecer com Ela na vice-PGR.
  3. Monta-se um acordo com a Lava Jato prorrogando por um ano seus trabalhos e definindo um pacto tácito de, tanto ela quanto a PGR, continuar focando exclusivamente em Lula e no PT, exigência que em nada irá descontentar os membros da força-tarefa.
  4. Agora há um cabo de guerra entre a Lava Jato e Léo Pinheiro. Léo já informou que não aceitaria delatar apenas o PT. Janot interrompeu as negociações sobre a delação afim de que Léo e seus advogados “mudassem a estratégia”. Sérgio Moro prendeu-o novamente, invadiram de novo sua casa, no movimento conhecido de tortura psicológica até que aceite os termos propostos por Janot e a Lava Jato.
Movimento 2 – o teatro burlesco no Palácio
Aí se entra em um terreno delicado.
A política move-se no terreno cediço da hipocrisia. Faz parte das normas tácitas da democracia representativa os acordos espúrios, os interesses de grupo disfarçados em interesses gerais, a presunção de isenção da Justiça.
Mas o jogo político exige a dramaturgia, a hipocrisia dourada. E como criar um enredo minimamente legitimador com um suspeitíssimo Geddel Vieira Lima, e sua postura de açougueiro suado disparando imprecações? Ou de Eliseu Padilha, e seu ar melífluo de o-que-vier-eu-traço? Ou de José Serra e as demonstrações diárias da mais rotunda ignorância de diplomacia e um deslumbramento tão juvenil com John Kerry que só faltou beijo na boca? Ou de Temer e suas mesquinharias, pequenas vinganças, incapaz de entender a dimensão do cargo e do poder que lhe conferiram?
O “Fora Temer” não se deve apenas à situação econômica precária, mas ao profundo sentimento de que o país foi entregue a usurpadores. Mesmo com toda a velha mídia encenando, não se conseguiu conferir nenhum verniz a esses personagens burlescos.
Ressuscitou-se até esse anacronismo da “primeira dama”, tentando recriar o mito do casal 20, de Kennedy-Jacqueline, Jango-Tereza e filhos, peças do repertório dos anos 50.  Ontem, o Estadão lançou a emocionante questão: vote no melhor “look” da primeira dama que, aparentemente, vestiu quatro “looks” durante o dia. Um gaiato votou no “tomara que caia Temer”.
Movimento 3 – a PGR rasga a fantasia
E como fica, agora, com o próprio Janot abrindo mão da cautela e expondo seu jogo?
Janot foi um dos artífices centrais do golpe. Teve papel central para entregar o país aos projetos e negócios de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Moreira Franco e José Serra, entre outros. Sacrificou-se apenas Eduardo Cunha no altar da hipocrisia.
Sua intenção evidente é liquidar com Lula e com o PT. Mas, para fora e especialmente para dentro – para sua tropa – tem que apresentar argumentos legitimadores da sua posição, como se o golpe fosse mera decorrência de procedimentos jurídicos adotados de forma impessoal.  Era visível o alívio dos procuradores nas redes sociais, quando Janot decidiu encaminhar uma denúncia contra Aécio Neves. Porque não tem corporação que consiga manter a disciplina e o espírito de corpo se não houver elementos legitimadores da sua atuação, o orgulho da sua atuação.
Ontem, em suas escaramuças retóricas, Gilmar escancarou a estratégia. Mesmo contando com toda a estrutura da PGR, Janot avançou minimamente nas denúncias contra políticos.
Para todos os efeitos, há delações contra Temer, Padilha, Geddel, Jucá, Moreira, Aécio e Serra. E, para todos os efeitos, o grupo está cada vez mais à vontade exercitando as armas do poder. Dá para entender porque o temível Janot não infunde um pingo de medo neles?
Com a nomeação de Bonifácio de Andrada abrem-se definitivamente as cortinas do espetáculo e o MPF entra no palco onde se encena o espetáculo da hipocrisia nacional.
Movimento 4 – as vozes da rua
O jogo torna-se sumamente interessante.
Os últimos episódios, a violência policial, os sinais cada vez mais evidentes de se tentar fechar o regime, despertaram um lado influente da opinião pública, que jamais se moveria em defesa de Dilma, mas começa a acordar em defesa da democracia.
A “teoria do choque” exigia, na ponta, um governante com carisma, um varão de Plutarco, um moralista compulsivo, que trouxesse o ingrediente final a consolidar um projeto fascista. O enredo não previa o espetáculo dantesco da votação na Câmara, a pequena dimensão de Michel Temer, a resistência épica de Dilma Rousseff – que, de mais fraca governante da história, tornou-se um símbolo de dignidade da mulher na queda -, a massacrante diferença de nível entre José Eduardo Cardoso e Miguel Reali Jr. e Janaina Pascoal.
O grito de “Fora Temer” torna-se cada vez mais nacional.
A violência das PMs de São Paulo e outros estados mereceu apenas a reação do MPF, através da PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão). A intenção implícita de Janot é o esvaziamento dos bolsões de direitos humanos da PGR.
O baixo nível de corrupção no MPF deve-se a um sentimento de missão que está sendo jogado fora pelo jogo político. Sem as bandeiras legitimadoras, será cada vez mais cada qual por si, com os mais oportunistas procurando exercitar a dose de poder que o MPF conquistou com o golpe. A médio prazo, dr. Janot vai promover o desmonte da tropa, não se tenha dúvida.
Qual o desfecho? Aumento da violência em uma ponta, aumento da indignação na outra. O país institucional encontrará uma saída para essa escalada de violência, ou nos conformaremos em ser uma Argentina de Macri e uma Venezuela de Maduro?
Na mídia e em alguns altos postos do Estado, não se fica a dever quase nada à Venezuela. E, em uma época que se tem os olhos do mundo sobre o Brasil.
Do Brasil 247

domingo, 28 de agosto de 2016

Veja entrega Aécio Neves: 3% de propina paga pela OAS

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Veja entrega Aécio Neves: 3% de propina paga pela OAS
Num dos trechos da delação de Léo Pinheiro, o ex-presidente da OAS diz ter pago propina de 3% ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), por meio de seu "operador" Oswaldo Borges da Costa; "A contraparte da OAS foi paga em espécie", disse ele; "O declarante ainda tem conhecimento de que Oswaldo Borges da Costa Filho é operador de Aécio Neves e controlador das contas das empresas do político"; Veja abriu a delação da OAS após ser acusada de armar o fim da Lava Jato com a capa anterior sobre Dias Toffoli; procurador-geral Rodrigo Janot mandou destruir os depoimentos, mas agora eles já são públicos
Minas 247
Acusada de tramar o fim da Operação Lava Jato com sua polêmica capa sobre o ministro Dias Toffoli, publicada na semana passada (leia mais
aqui), Veja foi colocada contra a parede e se viu forçada a abrir a delação de Léo Pinheiro, da OAS, que o procurador Rodrigo Janot mandou destruir. Com isso, embora ataque seus alvos preferenciais, como a presidenta Dilma Rousseff e o presidente Lula, acabou sobrando também para o presidente nacional do PSDB.
Confira, abaixo, o trecho do depoimento de Léo Pinheiro relacionado a Aécio Neves (PSDB-MG):
"Foi apresentado a Aécio por Sergio Cabral, quando este ainda era governador estadual do Rio de Janeiro, em 2001. Ainda em 2001, esteve com Aécio para contribuir para a campanha de 2002 ao governo do Estado de Minas, na oportunidade em que foi apresentado a Oswaldo Borges da Costa Filho (...). Assim, quando da licitação da Cidade Administrativa de Minas Gerais, editada em 16/7/2007, o declarante determinou que fosse realizado contato com Oswaldo Borges da Costa (...).
Em um dos encontros, foi informado por Sergio Neves, representante da CNO, que havia a necessidade do pagamento de uma vantagem indevida de 3% do valor da participação de cada empresa no consórcio e que as empresas deveriam procurar o Oswaldo Borges para acertar os pagamentos (...) A contraparte da OAS foi paga em espécie (...) Segundo o declarante foi informado, as quantias eram condicionadas ao então governador Aécio Neves.
O declarante ainda tem conhecimento de que Oswaldo Borges da Costa Filho (...) é operador de Aécio Neves e controlador das contas das empresas do político, sendo que as contribuições feitas para as campanhas de Aécio Neves nos anos de 2002 e 2006, bem como na pré-campanha eleitoral de 2014, foram realizadas por intermediação de Oswaldo."

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Delação cancelada da OAS forçaria abertura de inquérito contra os tucanos Aécio Neves e José Serra

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Do Brasil 247 - Não há outra explicação que justifique o cancelamento da delação premiada da OAS, senão a de que o executivo Léo Pinheiro teria confirmado o teor de todas as outras delações que comprometem os Golpistas  Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP). Forçosamente, a PGR seria obrigada a pedir abertura de inquérito contra os dois tucanos. Para que os intocáveis permanecem como estão, um roteiro taticamente perfeito foi seguido à risca.
Primeiramente, o vazamento proposital de um trecho da delação que envolve o ministro do STF, Dias Toffoli, a uma revista que é conhecida pela relação cortês com o PSDB. Por que a Veja e seus parceiros na Lava Jato decidiram expor justamente essa parte da delação? Lembrando que o semanário que fez uma capa impactante para o trecho vazado, mas o conteúdo em nada compromete o ministro da Suprema Corte.
Segundo, Gilmar Mendes, amigo pessoal de vários "caciques" do PSDB, resolveu "rasgar o verbo" contra os procuradores da Lava Jato. Dentre as frases de efeito do ministro do STF estão: "Cemitério está cheio desses heróis" e "MP se acha o 'ó do borogodó'". Por que Mendes resolveu reagir contra uma Lava Jato somente agora?
Terceiro, Rodrigo Janot suspendeu as negociações com a OAS justificando a ação devido ao vazamento à Veja. Por que suspender uma delação por esse motivo, se a Lava Jato já foi vazada às vísceras?
A respostas à três perguntas é uma só: o comprometimento de Aécio Neves e José Serra na delação do executivo Léo Pinheiro.
A delação da OAS, certamente, forçaria a PGR pedir a abertura de inquérito contra os dois tucanos. O STF não teria o que fazer, senão aceitar o pedido. Para evitar tudo isso, Veja, PGR e Gilmar Mendes foram obrigados a reagir. A ação conjunta foi um sucesso, pois ninguém se insurgiu contra o cancelamento da delação.
Mas por que cancelar uma delação onde Presidenta Dilma e Presidente Lula também foram citados?
É muito provável que a delação da OAS teria isentado a presidenta e o ex-presidente. Isso teria motivado ainda mais a reação dos aliados do PSDB na mídia, no Executivo e no Judiciário.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

MPE-MG devolve delação de Marcos Valério sobre Golpista Aécio Neves e mensaleiro Eduardo Azeredo para Rodrigo Janot

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Golpista Aecio neves (PSDB/MG) e tucano Gilmar mendes(PSDB/STF)

Segundo o o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), o ministério público do estado de Minas Gerais devolveu o conteúdo da delação premiada de Marcos Valério que implica no “Mensalão Tucano” nas gestões do Golpista Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Azeredo (PSDB) no governo de Minas Gerais.
“A delação voltou para Brasília, está nas mãos do Janot, e de lá – penso eu – só sairá para as mãos do Gilmar Mendes”, disse Rogério reclamando da blindagem de Aécio.
Ainda segundo do deputado mineiro, existem provas suficientes para se abrir uma investigação.
“Espero, Dr. Janot, que o senhor coloque isso pra frente, porque o caso dele aqui de Minas voou de volta pra Brasília”, lamentou.
O advogado de Marcos Valério, Jean Kobayashi, confirmou, em junho, que o cliente foi ouvido por 30 minutos no ministério público estadual de Minas Gerais.
O MPE ainda não justificou o motivo da devolução do processo.
Do Debate progressista 

domingo, 14 de agosto de 2016

VÍDEO COM REPORTAGENS DA GLOBO DESTACA HIPOCRISIA DE AÉCIO NEVES

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AÉCIO NEVES psdb
Um vídeo feito a partir de reportagens da Globo ressalta a hipocrisia do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, no julgamento da presidente Dilma Rousseff, acusada de "pedaladas fiscais", disse que "ninguém pode cometer crimes impunemente"; confira as acusações contra Aécio, muito mais graves, na voz de apresentadores da Globo

Minas 247 Em seu voto a favor do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, o senador Golpista  Aécio Neves (PSDB-MG), que fomentou a crise política ao não aceitar a derrota eleitoral em 2014, cravou como frase mais marcante que "ninguém pode cometer crimes impunemente."

Enquanto Dilma é acusada de "pedaladas fiscais", Aécio Neves foi alvo de várias delações, como a de comandar um mensalão em Furnas e de cobrar propinas na construção da Cidade Administrativa entre outras

Em razão disso, o senador foi alvo de um vídeo feito com reportagens da Globo, em que ele próprio é citado em vários escândalos. Confira:
VÍDEO COM REPORTAGENS DA GLOBO DESTACA HIPOCRISIA DE AÉCIO NEVES (PSDB/MG) from forapsdb on Vimeo. Caso seja censurado

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

FHC negocia com Emílio Odebrecht para livrar Aécio Neves e José Serra da delação de Marcelo

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FHC Golpistas Jose Serra Aecio Neves PSDB e Odebrecht
"Recentemente, Emílio Odebrecht, presidente do conselho da maior empreiteira do País que leva o sobrenome da família, recebeu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa delicada. FHC falou sobre a possibilidade de um abrandamento da denúncia envolvendo José Serra e Aécio Neves", informa o jornalista Maurício Dias, da Carta Capital; "Emílio, delicada e amavelmente, respondeu mais ou menos assim: 'Temos 52 executivos. Se quiséssemos, não teríamos condições de influenciá-los'”
Por Maurício Dias, na coluna Rosa dos Ventos (Carta Capital) – Recentemente, Emílio Odebrecht, presidente do conselho da maior empreiteira do País que leva o sobrenome da família, recebeu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para uma conversa delicada.
Encontro posterior ao vazamento de trechos das delações premiadas dos executivos da empresa e, principalmente, a de Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.
FHC falou sobre a possibilidade de um abrandamento da denúncia envolvendo os Golpistas José Serra e Aécio Neves.
Emílio, delicada e amavelmente, respondeu mais ou menos assim: “Temos 52 executivos. Se quiséssemos, não teríamos condições de influenciá-los”.
E arrematou: “Se não temos condições aqui dentro, imagine lá fora”.
DO Brasil247

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Estatal mineira cobra família de Aécio Neves por obra elétrica que ele fez em sua fazenda

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Estatal mineira cobra família de Aécio Neves por obra elétrica que ele fez em sua fazenda

Aécio fazia "gato" na fazenda?


Estatal mineira cobra família do Golpista Aecio neves por obra elétrica que ele fez em sua fazenda
Relatório da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) aponta que a obra em uma rede de energia elétrica que corta uma fazenda da família do senador Golpista Aécio Neves (PSDB) foi realizada quando ele era governador sem que a estatal cobrasse dos proprietários pelo custo, avaliado na época em R$ 240 mil.

Ainda segundo o relatório, regras da própria estatal teriam sido descumpridas.

O documento, assinado por Eduardo Ferreira, superintendente de Auditoria Interna da Cemig, trata de mudança no traçado da linha de distribuição de energia Cláudio/Carmópolis entre as torres 18 e 22, em 2007.

A auditoria diz que a obra teve que ser realizada porque benfeitorias foram construídas na fazenda, localizada na cidade de Cláudio (MG), ao longo da linha pré-existente.

Assim, os proprietários deveriam pagar pelo custo. O relatório traz fotos das benfeitorias, como cercas e casas de alvenaria para animais.

"Após a realização de apurações detalhadas e do levantamento de toda a documentação, foi averiguada pela auditoria uma falha de procedimento nessa obra, pois os proprietários não chegaram a ser cobrados pelo seu valor, apesar de serem responsáveis pela execução do desvio", diz a Cemig em nota à Folha.

Na época da obra, a Cemig era presidida por Djalma Morais, aliado de Aécio.

Cobrada desde setembro de 2015,  a família do senador tucano pagou R$ 417 mil à vista para a empresa na última terça (26) –quando a Folha já apurava a questão. O valor é o custo reajustado de acordo com o recomendado pelo departamento jurídico da Cemig.

A assessoria do tucano afirmou que sua família não reconhece a legalidade da cobrança, mas a efetuou para que não haja "uso político".

O relatório traz imagens de satélite mostrando que em 2002 não havia construções na área da linha original e que, em 2007, as benfeitorias estavam no local.

"Verifica-se que as benfeitorias foram construídas embaixo da LD [linha de distribuição] original. A prática da Cemig estabelece que, no caso da necessidade de desvio para restabelecer segurança do local, prejudicada devido a interferência do consumidor, este deve arcar com os custos da obra", diz a Cemig.

O responsável pela aprovação do estudo de viabilidade, Wellington Soares, disse aos auditores que orientou o projetista a não atribuir os custos aos donos do terreno "seguindo demanda que teria recebido de seu superior" –mas sem dar detalhes.

Com a auditoria, a direção da Cemig pediu análise jurídica da cobrança. O parecer concluiu que houve a prescrição judicial em 2010, mas que a dívida podia ser cobrada administrativamente.Na Folha

Leia mais sobre o tucano: O ministro das Cidades, Bruno Araújo, condecorou o diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho com a Medalha do Mérito Legislativo em novembro de 2012. Depois, Serra recebeu R$ 34,5 milhões de caixa dois
Dos Amigos do Lula