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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mais parentes: Aécio governador indicou o pai, aos 76 anos, para conselho da Cemig

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Mais parentes: Aécio governador indicou o pai, aos 76 anos, para conselho da Cemig
Quando tinha 18 anos, Aécio Neves foi nomeado funcionário, supostamente "fantasma", no gabinete do pai deputado. Quando Aécio Neves foi governador, o pai foi nomeado Conselheiro da Cemig aos 76 anos. Os casos envolvendo a parentada do tucano não param de pipocar.

Na ata da reunião do dia 4 de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio em Minas, seu pai Aécio Ferreira da Cunha, com 76 anos na época, foi um dos escolhidos para integrar o conselho Conselho de Administração da CEMIG (Companhia Energética de MG). A empresa é controlado pelo Estado de MG.

O pai do tucano foi um dos oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”.

A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado. (de O Dia)
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aécio 'bomba' em Hollywood/TMZ, mas é dando vexame com piadas sobre coca

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Agora o TMZ faz piadas com Aécio Neves em vídeo, nos Estados Unidos. O TMZ é um dos principais sites de entretenimento e de notícias e fofocas sobre celebridades dos Estados Unidos. Pertence ao grupo Time Warner. Teve reconhecimento ao ser o primeiro a noticiar a morte de Michael Jackson. Aécio vai processar o grupo Time Warner igual fez com tuiteiros?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Grupo ligado a Aécio Neves é denunciado por desvio de R$ 80.000.000,00 em presídios

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Ministério Público investiga seis crimes de empresas ligadas à família Perrella

Grupo ligado a Aécio Neves é denunciado por desvio de R$ 80.000.000,00 em presídios
Perrella Pai, Perrella Filho: helicóptero de cocaína e tradição de bons negócios com o governo do PSDB
No debate dos candidatos à Presidência da República na TV Record, Aécio Neves (PSDB) falou da questão da segurança pública em Minas Gerais e cobrou mais investimentos nos presídios. Mas, de acordo com o Ministério Público do estado, nos contratos do governo mineiro com empresas da família Perrella, para fornecimento de comida aos presos, cerca de R$ 80 milhões foram desviados.
O principal acusado é o ex-presidente do Cruzeiro Alvimar de Oliveira Costa, conhecido como Alvimar Perrella, irmão do senador Zezé Perrella (PDT-MG). Ele lidera um grupo com sete empresas que, entre 2009 e 2011, fechou 32 contratos com o governo de Minas para fornecer marmitas aos presídios e centros detenção do estado. As suspeitas apontam que pelo menos um terço de cada contrato foi desviado.
Além de Alvimar, os outros dois sócios da empresa Stillus Alimentação, João Wilson Veloso e Álvaro Wagner Diniz de Araújo, também são apontados como chefes do esquema. De acordo com as investigações da operação Laranja com Pequi, do MPE, o grupo de empresas combinava os valores superfaturados nas licitações para beneficiar a Stillus. As empresas ainda subornavam os servidores públicos para que eles fizessem o edital direcionado para o esquema.
Entre os crimes cometidos pelo grupo estão fraude em licitação, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha e fraude processual. O Ministério Público listou 32 licitações sob suspeita.
Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais, autor da ação contra as fraudes, Eduardo Nepomuceno, o modelo utilizado nas licitações favorece as irregularidades. “As empresas superestimam a quantidade de presos, vendem um cardápio e entregam outro, e a fiscalização não existe. Como é possível medir mil refeições para ver quais pesam a mais ou a menos?”, questiona. De acordo com Nepomuceno, todos os processos, nas áreas cívil e criminal, estão em andamento e, em breve, trarão novos resultados.
Em março deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) bloqueou os bens de Alvimar, de seis empresas e de 14 pessoas envolvidas no esquema, totalizando R$ 81 milhões em bens imóveis dos réus. A liminar foi para garantir o pagamento do dinheiro desviado, caso seja comprovada a improbidade.
No mês de abril, a decisão do Ministério Público confirma ter havido “prática de atos criminoso e ímprobos” em diversos municípios de Minas Gerais. Isso indica a prática de formação de cartel, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, além de atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito de agentes públicos.
As escutas telefônicas obtidas pela operação também revelam que as alimentações servidas nas penitenciárias eram de baixa qualidade. Em uma das conversas gravadas, o diretor da Stillus Alimentação, Álvaro Wagner Diniz, admite a péssima qualidade da comida. O inquérito do MP aponta comida azeda e com bichos servida aos presos de Minas, razão de diversas rebeliões nas penitenciárias do estado. A Stillus fornecia mais de 44 mil refeições para 24 unidades prisionais do estado.
Perrella – Este sobrenome também é famoso por outros dois casos polêmicos. O primeiro foi a apreensão do helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG), com cerca de 450 quilos de cocaína, no Espírito Santo. O caso ocorre em segredo de Justiça porque Gustavo tem foro privilegiado por ser parlamentar.
O outro foi o bloqueio de bens e quebra do sigilo bancário e fiscal do senador Zezé e de Gustavo. Investigação do Ministério Público mineiro aponta enriquecimento ilícito de pai e filho. A denúncia aponta que a fazenda deles foi beneficiada com contratos sem licitação com o governo mineiro para fornecimento de sementes no valor de R$ 14,5 milhões.
Por Agência PT

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Procuradoria decide investigar aeroporto de Aécio na fazenda do tio

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Procuradoria decide investigar aeroporto de Aécio na fazenda do tio

O Ministério Público Federal em Minas Gerais decidiu abrir investigação para apurar se o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) cometeu irregularidades ao utilizar recursos públicos para construir um aeroporto numa área desapropriada dentro da fazenda de seu tio-avô em Cláudio, no interior do Estado.
Aeroporto de Aecio neves em Claudio MG

Erguido nas terras de Múcio Guimarães Tolentino, a 6 km do refúgio preferido de Aécio, a Fazenda da Mata, de sua família, o aeródromo custou R$ 14 milhões e foi feito no fim do segundo mandato do tucano no governo mineiro.
O aeroporto, que operava sem homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), tinha uso privado. As chaves do local ficavam em poder dos familiares de Aécio, que precisavam ser consultados para liberar a utilização d a pista.
No começo deste mês o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a parte criminal de uma representação do PT contra Aécio pela construção do aeroporto, mas ele determinou que a representação fosse encaminhada ao MPF de Minas Gerais para a avaliação de casos de improbidade administrativa.
A investigação foi aberta no último dia 17 na Procuradoria da República de Divinópolis, a 50 km de Cláudio, para "apurar possível irregularidades na utilização de recursos públicos pelo então governador de Minas, Aécio Ne ves da Cunha, para a construção de um aeródromo em propriedade de seu tio-avô, sr. Múcio Guimarães Tolentino".
Dono do terreno onde o aeroporto foi construído e da fazenda Santa Izabel, ao lado da pista, Múcio é irmão da avó de Aécio, Risoleta Tolentino Neves (1917-2003), que foi casada por 47 anos com Tancredo Neves (1910-1985).
Nos anos 1980, quando Múcio era prefeito de Cláudio e Tancredo o governador de Minas, uma pista de terra foi erguida no mesmo local. O terreno, que deveria ter sido repassado para a prefeitura de Cláudio, nunca saiu do nome do tio-avô do presidenciável.
Anos depois o governo de Aécio abriu licitação e desapropriou o terreno para então construir o aeroporto. Ao escolher uma propriedade do tio para fazer a obra, o governo de Minas abriu caminho para que Múcio, de 88 anos, resolva uma pendência judicial que se arrasta há mais de uma década. Ele é réu numa ação do Ministério Público Estadual que tenta recuperar o dinheiro gasto pelo Estado na construção da pista de terra.
Para garantir o ressarcimento dos cofres públicos em caso de condenação, a Justiça mandou bloquear a área em 2001, o que impede Múcio de vendê-la. Com a desapropriação Múcio ganhou o direito de receber do Estado pelo menos R$ 1 milhão de indenização, mas ele pede valor nove vezes maior.
O tucano alega que a construção do aeroporto já foi alvo de investigação pelo Ministério Público Estadual, que não encontrou nenhuma irregularidade. Essa apuração, contudo, não levou em conta que a obra foi feita numa área desapropriada pelo Estado na terra de um parente do então governador.
Em julho, logo depois da publicação de reportagem pela “Folha de S.Paulo” que denunciou a situação, a Promotoria estadual decidiu apurar novamente a construção do aeroporto de Cláudio.Na Folha

The Scandals of Brazilian Candidate Aecio Neves

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Since he was selected to run in the second round of the presidential elections on October 26, the right wing candidate Aecio Neves has tried to get away with serious accusations of corruption and drug-trafficking.
Among the several controversial scandals in which his name was mentioned, one involves a helicopter belonging to Neves' company, Agropecuaria Limeira, filled with 4.5 tons of cocaine, and seized by the Federal Police of Espiritu Santo, in the south east of the country last year.
The helicopter belonged to congressman Gustavo Perella, son of the senator and former president of the soccer team Cruzerio, Zeze Perella, both close political allies of Neves, also former governor of the region. Perella was recently released from prison after claiming that employees of Agropecuaria Limeira, along with three other accomplices, took the vehicle without authorization.
“The press covers with an unexplainable discretion what could be the biggest scandal of the last decade,” argued journalist Miguel do Rosario in Tijolaco.
Yet the helicopter case could only be the tip of the iceberg. The attorney's office of Minas Gerais is investigating the possible illegal allocation of contracts to the company Agropecuaria Limeira, while Neves was governing this state. These contracts include the purchase of the property Guara, where the helicopter was seized. The airport where the helicopter landed is suspected to have been built with public funds in 2010 – the last year of Neves' mandate at the head of Minas Gerais, according to Pulzo.com, on a property belonging to a Neves' great uncle.
So far the candidate only acknowledged having used the clandestine track in various opportunities, during family or business trips.

Fonte:http://www.telesurtv.net/english/news/The-Scandals-of-Brazilian-Candidate-Aecio-Neves-20141015-0004.html

Traduzido


Os escândalos de candidato brasileiro  Aécio Neves

 
Candidato brasileiro, Aécio Neves, candidato para o partido social-democrata brasileiro. (Foto: EFE)

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Desde que ele foi escolhido para ser executado no segundo turno das eleições presidenciais em 26 de outubro, o candidato de direita, Aécio Neves tentou fugir com graves acusações de corrupção e tráfico de drogas.

Entre os vários escândalos polêmicas em que seu nome foi mencionado, um envolve um helicóptero pertencente a empresa Neves, Agropecuaria Limeira, preenchido com 4,5 toneladas de cocaína, e apreendido pela Polícia Federal do Espírito Santo, no sudeste do país no último ano.

O helicóptero pertencia ao deputado Gustavo Perella, filho do senador e ex-presidente da Cruzerio time de futebol, Zezé Perella, ambos aliados políticos de Neves, também ex-governador da região. Perella foi recentemente libertado da prisão depois de afirmar que os funcionários da Agropecuária Limeira, junto com outros três cúmplices, pegou o veículo sem autorização.

"A imprensa cobre com um critério inexplicável o que poderia ser o maior escândalo da última década", argumentou o jornalista Miguel do Rosário em Tijolaco.

No entanto, o caso de helicóptero só poderia ser a ponta do iceberg. A promotoria de Minas Gerais está investigando a possibilidade de concessão ilegal de contratos para a empresa Agropecuaria Limeira, enquanto Neves governava este estado. Estes contratos incluem a compra do imóvel Guara, onde o helicóptero foi apreendido. O aeroporto onde desembarcou há suspeita de o helicóptero ter sido construído com fundos públicos em 2010 - o último ano de Neves mandato à frente de Minas Gerais, de acordo com Pulzo.com, em uma propriedade pertencente a um Neves 'tio-avô.

Até agora, o candidato só reconheceu ter usado a pista clandestina em várias oportunidades, durante a família ou viagens de negócios.

Aécio Neves acabou com o Bolsa Familiar para Educação em Minas

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Aécio Neves acabou com o Bolsa Familiar para Educação em Minas 
No  segundo ano como governador de Minas Gerais, em 2004, Aécio Neves extinguiu o Bolsa Familiar para Educação (Lei 14314/2002), que beneficiava mais de 21 mil famílias só no Vale do Jequitinhonha (MG). Criado dois anos antes pelo seu antecessor, Itamar Franco (PMDB), programa de transferência de renda tinha o objetivo de garantir acesso e permanência na escola pública de crianças de sete a 14 anos.
Aécio, que reclama a paternidade do Bolsa Família para seu padrinho político, Fernando Henrique Cardoso, e garante que vai dar continuidade ao programa, na época, não explicou a decisão de eliminar o Bolsa Familiar. Mas seu passado permite duvidar da promessa. “Se o Aécio acabou com o Bolsa Familiar em Minas, o que ele não fará com o Bolsa Família do Brasil?” – pergunta o deputado Rogério Correia (PT).
O benefício de R$ 70 era concedido para as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo, por pessoa. O Bolsa Educação era destinado as regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado de Minas, em especial, as do Vale do Jequitinhonha.
No momento do cancelamento, apenas uma carta foi enviada às prefeituras dos 30 municípios beneficiados, com aviso que no mês seguinte não haveria mais o pagamento do benefício. Ao invés de ampliado e aperfeiçoado, ele foi friamente extinto.
A única explicação dada no período é que o governo iria combinar o fim do Bolsa Educação com o início do Bolsa Família do governo federal, sob o comando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio, sabendo da determinação de Lula na criação do maior programa de transferência de renda do País, acabou com o “problema” deixado pelo governo anterior.
À época, parlamentares mineiros denunciaram a atitude do tucano, sem sucesso. Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado André Quintão (PT) disse que não conseguia acreditar que, àquela altura do campeonato, haveria cortes na área social, principalmente pela situação econômica e social da região. “Essas famílias não terão nenhuma outra renda. Queria acreditar que houve algum erro administrativo”, critica Quintão.
Fonte: http://www.ceilandiaemalerta.com.br/site2014/noticia/11193

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

#AécinhoPocotó

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Esse Aecinho censura e é pura malvadeza. .
Como um bom Bonaparte cultua cavalos e tira até do SUS para vacinar os bichos em MG, que coisa feia hein Candidato....
Pensou que essa ia passar né #AécinhoPocotó
Nunca passará

Aécio mente e engana os brasileiros ao culpar Dilma por falta de água em São Paulo

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Estado é governado pelo PSDB há 24 anos

O governador de São Paulo  Geraldo Alckmin(PSDB), sabia há anos atrás. que os paulistanos poderiam ficar sem água. Estão. Vários alertas foram dados, mas o governador  escondeu de todos, só está deixando os jornais publicarem agora, depois de ter sido reeleito.A imprensa que apoia Aécio e o  governador tucano, são os culpados pela falta de água em SP. Dilma, não


Mas o candidato candidato Aécio Neves (PSDB),sem nenhuma responsabilidade com a verdade e aproveitando-se da eleição, quer votos na base da mentira. Aécio, já encontrou culpado para o descaso  do governador tucano Geraldo Alckmin com os paulistanos:Dilma.
 Na imprensa e nas Redes Sociais, o candidato encontrou um jeito de enganar  desavisados sobre a seca em São Paulo.Culpa a presidente Dilma, num estado governado há 24 anos pelo PSDB.
 Para Aécio, "falta de parceria entre governo e União agravou crise da água em SP" . A  afirma~]ao é patética e demagógica.  E mais, quando o candidato   Aécio Neves, usar  esse tipo de discurso mentiroso, ele está apostando que todos  somos burros e vamos acreditar em mais uma mentira que ele conta. Esse é jeito do PSDB de governar.  Sempre jogando a culpa da  incompetência absoluta, para os outros, Nunca assumem nada.


Convido vocês para ler a entrevista  que a da relatora das Nações Unidas para a questão da água, a portuguesa Catarina de Albuquerque, 44,  deu no mês de agosto em que afirma que a grave crise hídrica em São Paulo é de responsabilidade do governo do Estado. "E não sou a única a achar isso."
Ela visitou o Brasil em dezembro de 2013, a convite do governo federal.
De volta ao país, ela falou com a Folha na semana passada em Campinas, após participar de um debate sobre a crise da água em São Paulo
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) nega que faltem investimentos e atribui a crise à falta de chuvas nos últimos meses, que classifica como "excepcional" e "inimaginável".
A seguir, trechos da entrevista à Folha.
No caso de São Paulo, acha que faltou ao governo do Estado adotar medidas e fazer os investimentos necessários?
Acho que sim, e não sou a única. Já falei com vários especialistas aqui no Brasil que dizem exatamente isso. Admito que uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40% [média do país].
Os lucros da Sabesp hoje são distribuídos aos acionistas. Como a senhora avalia isso diante da crise hídrica?
A legislação brasileira determina que uma empresa pública distribua parte do lucro aos acionistas. Mas uma coisa é uma empresa pública que faz parafusos, outra é uma que fornece água, que é um direito humano. As regras deveriam ser diferentes.
O marco normativo dos direitos humanos determina que sejam investidos todos os recursos disponíveis na realização do direito.
No caso de a empresa pública prestar um serviço que equivale a um direito humano, deveria haver maior limitação na distribuição dos lucros aos acionistas.
Em São Paulo, pela perspectiva dos direitos humanos, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito.
A partir do momento em que parte desses recursos são enviados a acionistas, não estamos cumprindo as normas dos direitos humanos e, potencialmente, estamos face a uma violação desse direito.
Seria o caso de se decretar estado de calamidade pública?
A obrigação é garantir água em quantidade suficiente e de qualidade a todos. Como se chega lá são os governantes que devem saber.
A senhora sobrevoou o sistema Cantareira e disse ter visto muitas piscinas no caminho. O que achou disso?
A situação é grave. Isso foi algo que me saltou à vista.
Quando aterrissei no Egito para uma missão, tendo ciência da falta de água que existe no país, vi nas zonas ricas do Cairo uma série de casas com piscinas e pessoas lavando carros. Quem tem dinheiro e poder não sente falta de água.
O que talvez seja um pouco diferente na situação de São Paulo é que, pela proporção que a crise tomou, ela poderá atingir pessoas que tradicionalmente não sofrem limitação no uso da água -e isso é interessante.
Que efeito isso pode ter?
Pode levar a uma mudança de mentalidade, a uma pressão por parte de formadores de opinião no Estado de São Paulo para que haja melhor planejamento e uma gestão sustentável da água.
Quando os únicos que sofrem com a falta de água são pobres, pessoas que não têm voz na sociedade, as coisas não mudam.
Quando as pessoas que são ameaçadas com a falta de água são as com poder, com dinheiro, com influência, aí as coisas podem mudar, porque eles começam a sentir na pele. Pode ser uma chance para melhorar a situação. As crises são oportunidades.

E ai Aécio?