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quinta-feira, 20 de julho de 2017

VALÉRIO: AÉCIO NEVES LEVAVA 2% DOS CONTRATOS COM O BB DESDE O GOVERNO FHC

VALÉRIO: AÉCIO NEVES LEVAVA 2% DOS CONTRATOS COM O BB DESDE O GOVERNO FHC,MAS SERGIO MORO SÓ PENSA NO LULA
Delação do empresário Marcos Valério é bombástica e atinge não apenas o senador Aécio Neves (PSDB-MG), como também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso(PSDB/SP); no acordo, fechado com a Polícia Federal, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90; ele afirma ainda que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FHC; Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal
247 - Marcos Valério, que teve sua proposta de delação rejeitada pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG), fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF). Por citar políticos com foro privilegiado, o acordo aguarda a homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O delator relatou bastidores de operação para retirar da CPMI dos Correios, em 2005, documentos sobre a relação do Banco Rural com tucanos em Minas, tema que já é alvo de inquérito no STF, motivado por delação do ex-senador Delcídio Amaral. A operação teria contado com a participação dos então subrelatores da CPMI Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Eduardo Paes (à época no PSDB-RJ). Integrantes do Banco Rural teriam escondido documentos no Uruguai.
(…)
No acordo, entre outras coisas, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90. Afirma que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FH, valores que seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, citado como representante de Aécio junto à empresa.
Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal.
O operador cumpria pena de 37 anos de prisão pela ação do mensalão na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), e foi transferido na segunda-feira para a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG), a pedido da PF. A transferência para a unidade — que propõe atendimento humanizado de presos e tem vagas limitadas — era solicitada desde o ano passado por seus advogados, mas não havia vagas.
As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

MINISTÉRIO COBRA R$ 20,3 MILHÕES DE AÉCIO NEVES


aECIO NEVES,MICHELTEMER ANASTASIA PSDB

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações está cobrando R$ 20,3 milhões do senador Aécio neves (MG) e de três ex-secretários de Estado por supostas irregularidades em convênios para a construção dos centros vocacionais tecnológicos (CVTs), voltados para realização de cursos nas áreas de informática, agricultura e empreendedorismo. Além de Aécio, que governou o Estado de 2003 a 2010, o ministério também cita os ex-secretários estaduais de Ciência e Tecnologia Alberto Duque Portugal, Bilac Pinto e Paulo Kleber Duarte Pereira como envolvidos nas irregularidades

Minas 247 - O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações está cobrando R$ 20,3 milhões do senador Aécio neves (MG) e de três ex-secretários de Estado por supostas irregularidades em convênios para a construção dos centros vocacionais tecnológicos (CVTs), voltados para realização de cursos nas áreas de informática, agricultura e empreendedorismo. Além de Aécio, que governou o Estado de 2003 a 2010, o ministério também cita os ex-secretários estaduais de Ciência e Tecnologia Alberto Duque Portugal, Bilac Pinto e Paulo Kleber Duarte Pereira como envolvidos nas irregularidades.
Segundo o ministério, as irregularidades, na época, chegaram a R$ 7,3 milhões. Efetuando-se as correções, o valor atualmente cobrado é de R$ 20,3 milhões. O valor total do projeto era de R$ 21,5 milhões. Por meio de nota, Aécio informou que ele e os ex-assessores estão apresentando suas defesas.
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Aécio Neves, que nunca ralou na vida, encabeça a lista dos 50 senadores que mataram a CLT

Aécio Neves, que nunca ralou na vida, encabeça a lista dos 50 senadores que mataram a CLT
Da Redação
Guarde o nome dos 50 senadores que permitiram que o trabalhador brasileiro ganhe menos que um salário mínimo mensal:
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gladson Cameli (PP-AC)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PSD-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PSD-RS)
Magno Malta (PR-ES)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Muniz (PP-BA)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Wilder Morais (PP-GO)
Zeze Perrella (PMDB-MG)
Resumo do Congresso em Foco
1 – Gestante e lactante em ambiente insalubre
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados prevê que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.
2 – Serviço extraordinário da mulher
O projeto enviado ao Senado pelos deputados federais revoga o art. 384 da CLT. Esse artigo determina que a trabalhadora mulher deve ter 15 minutos de descanso obrigatório antes de iniciar o horário de serviço extraordinário, a chamada hora-extra.
3 – Acordo individual para a jornada 12 por 36
Para o relator na CAE, Temer deveria vetar também a alteração que permite que acordo individual estabeleça a chamada jornada 12 por 36, aquela em que o empregado trabalha 12 horas seguidas e descansa as 36 horas seguintes. Ferraço acredita que o texto aprovado pelos deputados sobre esse assunto “não protege suficientemente o trabalhador, que pode ser compelido a executar jornadas extenuantes que comprometam sua saúde e até sua segurança”.
4 – Trabalho intermitente
O relator recomenda veto aos dispositivos que regulamentam o chamado trabalho intermitente, aquele no qual a prestação de serviços não é contínua, embora com subordinação. Nesse tipo de trabalho, são alternados períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. O melhor, para ele, seria regulamentar por Medida Provisória, estabelecendo os setores em que a modalidade pode ocorrer.
5 – Representantes dos empregados
O relator crê que uma MP poderia regulamentar a criação da comissão de representantes dos empregados nas empresas com mais de 200 funcionários. O PLC 38/2017 prevê que esses representantes não precisam ser sindicalizados e terão o objetivo de ampliar o diálogo entre empresa e empregados, mas não têm estabilidade do emprego.
6 – Negociação do intervalo intrajornada
O texto aprovado pelos deputados permite que trabalhador e empregador acordem, por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo, “intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a seis horas”. Para o relator a mudança precisa ser melhor analisada para não gerar “precarização das condições de trabalho, com consequências sobre a saúde e a segurança do trabalhador”.
Fonte:VIOMUNDO
Veja também:
Um discurso memorável contra a reforma trabalhista

sábado, 8 de julho de 2017

Aécio Neves desiste de ser presidente para se candidatar a deputado em 2018 para não perder foro privilegiado

Aécio Neves desiste de ser presidente para se candidatar a deputado em 2018 para não perder foro privilegiado
Alvo de nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal, Aécio Neves, que chegou a ser afastado do Senado após a delação da JBS, projeto voos mais baixos do que o Palácio do Planalto em 2018, quando pretende se candidatar a deputado federal e, se eleito, quer ser um parlamentar menos combativo, mais discreto, segundo reportagem da IstoÉ
Minas 247 – Em 18 de maio, Aécio Neves (PSDB-MG) parecia uma carta fora do baralho. O Supremo Tribunal Federal o afastou do mandato de senador e a irmã, braço-direito do tucano, estava presa.
No início de julho, o ministro do STF Marco Aurélio Mello devolveu o mandato a ele e, no dia 6 de julho, o Conselho de Ética do Senado arquivou o pedido de cassação feito pelos parlamentares de oposição.

Se não conseguiu dar a volta por cima, Aécio ao menos se livrou de alguns percalços em seu caminho – alguns porque ainda há nove inquéritos a serem enfrentados no Supremo Tribunal Federal.
Agora, ele já traça planos para a eleição de 2018. Em 2014, por 1,3% dos votos, o mineiro não se elegeu presidente. Mas o tormento causado pela Lava Jato na carreira política do tucano o obriga a ambições mais modestas para o pleito do ano que vem: Aécio quer ser deputado federal por Minas Gerais, segundo reportagem de Débora Bergamasco, da IstoÉ.
No entanto, antes de conseguir uma cadeira na Câmara, o tucano vai encarar os inquéritos e a denúncia em tramitação contra ele no STF. Como seu mandato termina em 2018, Aécio precisa permanecer como ficha-limpa, ou seja, sem condenação em âmbito criminal.

Além do objetivo mais simples, o parlamentar quer fazer de si uma versão tucana do ‘Lulinha paz e amor’: de acordo com interlocutores, o político combativo e agressivo adotará um tom mais conciliador.
A ideia por trás dessa radical mudança é o instinto de preservação. Manter a discrição e evitar confronto é algo prudente para um político que ficou quase uma década sob os holofotes. Aécio planeja se manter como presidente licenciado do PSDB.
Mesmo após a saraivada de denúncias causada pela delação da JBS, ele ainda é o político com mais influência no ninho tucano. Isso pode prejudicar as ambições presidenciais de outros dois integrantes do partido, os paulistas Geraldo Alckmin e João Doria. Em poucos meses, saberemos quem ganhará a guerra de bicadas no ninho.
Falando Verdade

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Conselho de Ética do Senado inocenta Aécio Neves de processo das denuncias de corrupção, veja lista de senadores




Conselho de Ética do Senado inocenta Aécio Neves de processo, veja lista de senadores Romero Jucá (PMDB-RR) Pedro Chaves (PSC-MT) Gladson Cameli  (PP-AC) Hélio José (PSDB-DF) Telmário Mota  (PTB-RR) Eduardo Amorim  (PSDB-SE) Flexa Ribeiro (PSDB-PA) Airton Sandoval (PMDB-SP) Davi Alcolumbre  (DEM-AP) Acir Gurgacz (PDT-RO) Roberto Rocha  (PSB-MA)

Por 11 votos a 4, o Conselho de Ética do Senado decidiu, nesta quinta-feira (6), não aceitar o recurso contra o arquivamento do pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Com a ação, o processo no colegiado está encerrado definitivamente.
Veja como votou cada senador:
A favor da continuidade da ação:
Lasier Martins (PSD-RS)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
José Pimentel (PT-CE)
João Capiberibe (PSB-AP)

A favor do arquivamento do processo e livrar o Aecio Neves do processo
Romero Jucá (PMDB-RR)
Pedro Chaves (PSC-MT)
Gladson Cameli  (PP-AC)
Hélio José (PSDB-DF)
Telmário Mota  (PTB-RR)
Eduardo Amorim  (PSDB-SE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Davi Alcolumbre  (DEM-AP)
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Roberto Rocha  (PSB-MA)
Fonte Plantao brasil

sábado, 1 de julho de 2017

Rogério Correia: Decisão do ministro Marco Aurélio sobre Aécio Neves é escárnio; ele passa mão na cabeça do senador flagrado pedindo propina e ainda faz elogios; veja vídeo

Ministro determina retorno de Aécio Neves ao exercício das funções de senador
do site do STF
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu o exercício do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e afastou as outras medidas restritivas implementadas contra ele (proibição de contatar outro investigado ou réu no processo e de ausentar-se do país).
A decisão do ministro foi tomada após agravos regimentais apresentados pelo senador e reconsidera a decisão do relator original da Ação Cautelar (AC) 4327, ministro Edson Fachin, que determinou o afastamento de Aécio do mandato e as demais medidas.
“É mais que hora de a Suprema Corte restabelecer o respeito à Constituição, preservando as garantias do mandato parlamentar. Sejam quais forem as denúncias contra o senador mineiro, não cabe ao STF, por seu plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato. Trata-se de perigosíssima criação jurisprudencial, que afeta de forma significativa o equilíbrio e a independência dos Três Poderes. Mandato parlamentar é coisa séria e não se mexe, impunemente, em suas prerrogativas”, afirmou o ministro Marco Aurélio.
Ele apontou ainda que é incabível o afastamento do exercício do mandato, em liminar, sem a existência de processo-crime contra o parlamentar. Na ocasião da decisão do ministro Edson Fachin, ainda não havia denúncia contra o senador Aécio referente ao caso em questão.
“Vale notar que, no âmbito da Casa Legislativa, do Senado, há de ser resolvida a questão, considerado até mesmo possível processo administrativo-político por quebra de decoro, se é que houve. O Judiciário não pode substituir-se ao Legislativo, muito menos em ato de força a conflitar com a harmonia e independência dos Poderes”, citou o ministro Marco Aurélio.
Caso
Em maio deste ano, o ministro Edson Fachin impôs ao senador medidas cautelares diversas da prisão por considerar presentes indícios da prática dos crimes decorrentes do acordo de delação premiada firmado entre pessoas ligadas ao Grupo J&F e o Ministério Público Federal. Na ocasião, ele apontou a necessidade de garantir a ordem pública e a instrução processual.
Posteriormente, o ministro Edson Fachin determinou o desmembramento do Inquérito (INQ) 4483, mantendo sob sua relatoria apenas a investigação relativa ao presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rocha Loures, e encaminhou a parte da investigação relativa ao senador Aécio Neves para a presidência do Supremo, para que o caso fosse redistribuído entre os demais membros do STF.
O ministro Marco Aurélio foi sorteado como o relator do INQ 4506, que apura supostos crimes praticados pelo senador. Dessa forma, a AC 4327 foi redistribuída ao ministro, por prevenção.
Decisão absurda de marco Aurelio sobre o Aecio Neves do PSDB

PS do Viomundo: O despacho do ministro Marco Aurélio (na íntegra, abaixo) sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem 16 páginas.
O trecho lido nesta sexta-feira (30/06) pelo deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), durante sua fala na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, está na página 13. Reproduzimos ao lado. Parece até feito por advogado de defesa do senador tucano, o Mineirinho.

Fonte Viomundo

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ABAIXO ASSINADO QUER IMPEDIR QUE GILMAR MENDES JULGUE AÉCIO NEVES


Gilmar Mendes PSDB/MT E AECIO NEVES PSDB/MG
A notícia de que o ministro Gilmar Mendes será o relator dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal para investigar o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) gerou protesto na internet; um abaixo assinado criado neste sábado, 24, requer que a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, declare Gilmar impedido de julgar o inquérito do senador tucano; "Nós abaixo assinados, cidadãos brasileiros, pedimos ao STF que considere Gilmar Mendes impedido de tal julgamento e apelamos por um novo sorteio sem a participação de qualquer membro do STF com relações explícitas de proximidade com este réu", diz texto do pedido, criado por Mauro Nadvorny

247 - A notícia de que o ministro Gilmar Mendes(PSDB/MT) será o relator dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal para investigar o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) gerou protesto na internet.
Um abaixo assinado criado neste sábado, 24, requer que a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, declare Gilmar impedido de julgar o inquérito do senador tucano.
"Nós abaixo assinados, cidadãos brasileiros, pedimos ao STF que considere Gilmar Mendes impedido de tal julgamento e apelamos por um novo sorteio sem a participação de qualquer membro do STF com relações explícitas de proximidade com este réu", diz texto do pedido, criado por Mauro Nadvorny.
Clique aqui para assinar.
Antes da redistribuição, o relator do caso era o ministro Edson Fachin, que instaurou o inquérito contra Aécio a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas delações premiadas dos ex-executivos da construtora Odebrecht Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves e Cláudio Melo Filho.
De acordo com o Ministério Público, os delatores apontaram por "meio de declaração e prova documental" que foram prometidas e efetuadas "vantagens indevidas" a Aécio e seus aliados durante a campanha à Presidência em 2014, quando o parlamentar terminou a disputa em segundo lugar. Segundo as investigações, há indícios de que Aécio Neves teria cometido os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.
Em maio, Aécio foi afastado das funções legislativas após a divulgação da delação premiada de executivos do grupo JBS. Nessa semana, o STF adiou o julgamento sobre a prisão de Aécio e determinou a soltura da irmã e do primo do senador afastado, investigados na mesma operação.
A relação estreita entre Aécio Neves e Gilmar Mendes ficou ainda mais explícita durante a operação Patmos, da Polícia Federal, quando foi divulgada conversa em que Aécio pede apoio ao ministro do STF para convencer um senador do PSDB, Flexa Ribeiro, a votar a favor do projeto de lei sobre abuso de autoridade.
Relembre:

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aécio Neves é denunciado de novo, agora por lavagem de dinheiro

leader Senator Aecio Neves speaks during the senate impeachment trial of Brazilian suspended President Dilma Rousseff at the National Congress in Brasilia. President Michel Temer reeled on May 18, 2017 from a report that he authorized payment of hush money to a jailed politician in a scandal threatening to plunge Latin America's biggest country into political meltdown. In another blow for the veteran leader of the center-right PMDB party, his key ally Senator Aecio Neves from the PSDB party was targeted by anti-graft police early
Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, abriu nesta quinta-feira, 22, mais uma investigação contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), desta vez por lavagem de dinheiro; segundo a Procuradoria-Geral da República, o novo inquérito deve apurar suposto recebimento pelo senador afastado de mais de R$ 60 milhões em propina, por meio de notas fiscais frias da JBS; na primeira investigação aberta no STF com base nas delações da JBS, Aécio é acusado dos crimes de corrupção e obstrução da Justiça, por solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista
Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu hoje (22) abrir um novo inquérito relacionado ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelo crime de lavagem de dinheiro. O pedido de abertura foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após o parlamentar já ter sido denunciado por corrupção.
Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio decidiu hoje (22) abrir um novo inquérito relacionado ao senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) pelo crime de lavagem de dinheiro. O pedido de abertura foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após o parlamentar já ter sido denunciado por corrupção.
De acordo com a PGR, o novo inquérito deve apurar suposto recebimento pelo senador afastado de mais de R$ 60 milhões em propina, por meio de notas fiscais frias da JBS.
Denúncia anterior

Na primeira denúncia, Aécio é acusado dos crimes de corrupção e obstrução da Justiça. A procuradoria acusa o senador afastado de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.
Sobre a acusação de obstrução da Justiça, Janot sustenta que o senador afastado tentou embaraçar as investigações da Operação Lava Jato, na qual também é investigado, ao “empreender esforços” para interferir na distribuição dos inquéritos dentro da Polícia Federal. Ao fim, o procurador solicitou ao STF que Aécio e sua irmã sejam condenados ao pagamento de R$ 6 milhões por danos decorrentes dos casos citados de corrupção.
Após ser denunciado, a defesa do senador afastado disse que recebeu “com surpresa a notícia” da denúncia. “A defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta” de Aécio.
Fonte falando verdades

Rogério Correia, que há 13 anos investiga: Como funcionava e quem blindava a turma de Aécio; sob a Lei Kandir, Minas perdeu R$ 135 bi em arrecadação

Rogério Correia (à esquerda): “Todos sabiam das denúncias contra o Aécio, só que preferiram ignorá-las solenemente e blindar o senador de forma absurda”. No topo, da esquerda para a direita: ministro Gilmar Mendes, juiz Sérgio Moro, PGR Rodrigo Janot. Na coluna à direita, de cima para baixo: ex-PGR Roberto Gurgel, ex-procurador de MG  Alceu José Torres Marques, Danilo de Castro. No pé, Oswaldo Borges da Costa, Oswaldinho, e Danilo de Castro com Antonio Anastasia.
Rogério Correia (à esquerda): “Todos sabiam das denúncias contra o Aécio, só que preferiram ignorá-las solenemente e blindar o senador de forma absurda”. No topo, da esquerda para a direita: ministro Gilmar Mendes, juiz Sérgio Moro, PGR Rodrigo Janot. Na coluna à direita, de cima para baixo: ex-PGR Roberto Gurgel, ex-procurador de MG  Alceu José Torres Marques, Danilo de Castro. No pé, Oswaldo Borges da Costa, Oswaldinho, e Danilo de Castro com Antonio Anastasia.
por Conceição Lemes
Ao disputar a presidência da República, em 2014, Aécio Neves, queridinho da Globo, Veja, Isto É, Época, Estadão, Folha, recebeu apoio maciço da grande mídia, que prontamente incorporou o slogan dos marqueteiros dele — “o homem preparado para governar o Brasil”.
Neto do doutor Tancredo, bonitão, tucano.
Um perfeito menino do Rio, com “brasão” tatuado no braço.
Um príncipe.
No início da noite de 17 de maio, assim que caiu na rede a reportagem de O Globo, revelando grampos-bomba, ele começou a se transformar:
* Joesley Batista, dono da JBS, havia gravado uma conversa de 30 minutos com o senador e presidente nacional do PSDB, pedindo-lhe R$ 2 milhões.
*O dinheiro vivo, entregue a um primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, foi depositado na conta de empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).
Na manhã do dia seguinte, 18 de maio, ao olhar-se no espelho, ele viu um sapo.
O primo Fred e a irmã, Andrea Neves, tinham sido presos em suas casas, na Grande Belo Horizonte.
Andrea é considerada operadora do irmão nas irregularidades investigadas pela Lava Jato. Fred foi o administrador financeiro da campanha de Aécio à presidência.
O seu gabinete no Senado, a casa em Brasília, o apartamento no Rio de Janeiro e o em Belo Horizonte foram alvo de busca apreensão pela Polícia Federal (PF).
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento imediato de atividades parlamentares, mandou apreender o passaporte e o proibiu de ter contato com outros investigados.
No final da tarde, menos de 24 horas após a denúncia vir a público, Aécio pediu o afastamento da presidência do PSDB. Em comunicado oficial, disse:
“Me dedicarei diuturnamente a provar a minha inocência e de meus familiares para resgatar a honra e a dignidade que construí ao longo de meus mais de 30 anos de vida dedicada à política e aos mineiros, em especial”.
A cada dia, novas denúncias são divulgadas. Aguarda-se para breve a delação de Oswaldo Borges da Costa, o Oswaldinho, principal operador de Aécio, inclusive na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).
O príncipe virou irremediavelmente cururu. Aquele que, quando morre, nem formiga come.
Pesquisa da CUT/Vox Populi divulgada na segunda-feira passada (06/06) sobre intenção de voto para presidência da República em 2018 aponta nessa direção. Aparece com zero por cento de intenção de voto.
“Aécio ludibriou os brasileiros”, disse há alguns dias o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Judiciário, Ministério Público, imprensa e mesmo boa parte dos eleitores tinham conhecimento das denúncias envolvendo o senador Aécio”, rebate o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), em entrevista exclusiva ao Viomundo.
“Eu mesmo entreguei a essas instituições — em alguns casos várias vezes — documentos demonstrando improbidade administrativa, corrupção, truculência contra os que dele discordavam, entre outros crimes do senador Aécio”, atenta Rogério.
“Assim como eu sempre passei amplamente à grande imprensa essas denúncias”, frisa.
“Só que todos preferiram ignorá-las solenemente e blindar Aécio de forma absurda”, põe o dedo na ferida.

Segue a íntegra da nossa entrevista:

Viomundo –Nos últimos 13 anos, o senhor remou contra a maré na Assembleia Legislativa. Foi praticamente uma voz solitária, persistente, contra os malfeitos de Aécio Neves, Antônio Anastasia e o PSDB de Minas. Tem ideia de quantas representações fez contra as gestões deles ao Ministério Público Estadual (MPMG) e ao Ministério Público Federal (MPF)?
Rogério Correia – Nossa! Muitas, a maioria contra o Aécio. No levantamento que acabamos de fazer, a pedido de vocês, do Viomundo, nós elencamos uma porção delas. Mas há muito mais coisas.
Eu não coloquei, por exemplo, os parentes do Aécio que trabalharam nos seus governos para não dizerem que é um problema pessoal.
Não incluí também a perseguição implacável aos que ousassem discordar ou denunciar Aécio, tornando-se seus “inimigos”. Desse modus operandi de Aécio resultaram, por exemplo:
*Tentativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) de cassar o meu mandato.
*Prisão do jornalista Marco Aurélio Carone e o fechamento do jornal dele, o Novo Jornal.
* No mesmo dia da prisão do Carone,  houve invasão da casa do jornalista Geraldo Elísio – o Picapau –, com busca e apreensão de computador, pen-drives e documentos.
*Perseguição ao lobista Nílton Monteiro, que atuou nos bastidores tucanos e também foi preso.
*25 processos contra a Beatriz Cerqueira, coordenadora do SindUTE-MG e da CUT-MG, para intimidar a sua atuação sindical.
Viomundo – Conhece o Aécio?
Rogério Correia — Eu mal o conheço. Nós nos cumprimentamos umas poucas vezes em atividades institucionais. O meu problema em relação a ele não é pessoal.
Devido à minha persistência em denunciar os malfeitos dele, muitos brincam comigo: “isso é caso de amor (risos). Não é, claro! (risos, de novo)”.
O meu problema é com o que representam politicamente o aecismo e o PSDB mineiro. Eles provocaram o desmonte do Estado de Minas!
Esse processo começou com Eduardo Azeredo [1995 a 1999] e Fernando Henrique Cardoso [na presidência da República, 1995 a 2003].
Todo o setor financeiro de Minas foi entregue a empresas privadas, preferencialmente de amigos. Venderam o Bemge, o Credireal, a Minas Caixa. Venderam a Cemig. Até o Mineirão foi entregue à iniciativa privada dos amigos.
A Lei Kandir [Lei complementar nº87, de 13 de setembro de 1996], do governo Fernando Henrique, liquidou Minas!
Viomundo – Por quê?
Rogério Correia – Nós paramos de cobrar imposto de empresa exportadora. Em consequência, a mineradora explora minério de Minas e não paga imposto para Minas. Isso nos sufocou de tal maneira que o Estado perdeu o seu potencial de crescimento.
Da edição da Lei Kandir até hoje, Minas deixou de receber R$135 bilhões de impostos das empresas exportadoras de minério.
Hoje, a União cobra-nos uma dívida de R$ 80 bilhões! Se fizéssemos o acerto de contas, Minas seria credora de R$ 55 bilhões.
Importante: não foi só o Estado que deixou de receber, todos os municípios também.
Viomundo – E o Aécio?
Rogério Correia – Veio depois, com a história do choque de gestão. Como Minas estava quebrada, era preciso “enxugar” o serviço público, ele partiu para o desmanche da saúde, educação, segurança pública.
Anastasia [secretário de Planejamento nos dois governos Aécio] foi inventor do choque de gestão, Aécio, o político que comandava o esquema.
Leia-se: administração pseudomoderna, nitidamente neoliberal, que “enxugou” o Estado, liquidou com a Educação, a Saúde e Segurança Pública. Hoje, nós temos poucos soldados. Professores mal remunerados, sem plano de carreira. A saúde, em descalabro.
Em 2015, ao tomar posse, o Pimentel [governador Fernando Pimentel] assumiu um Estado completamente quebrado, endividado, sem recurso para investir. Esse é o resultado dos governos do PSDB em Minas.
Viomundo – Como ele conseguiu isso?
Rogério Correia – Por meio da blindagem absurda, que fez com que essa política do tucanato mineiro prevalecesse como se fosse pensamento único.
Além disso, toda a corrupção, o esquema de propinas, o jogo violento bem condizente com as características do próprio Aécio.
Ele conseguiu juntar uma tropa de choque parecida com a que o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, o ACM, tinha na Bahia — aqui, o deputado Sávio Souza Cruz o apelidou de “Aecinho Malvadeza” — e o ex-governador Sérgio Cabral [atualmente, preso em Bangu], no Rio de Janeiro. Uma junção terrível.
A coisa ficou tão grave que Aécio conseguiu ser candidato a presidente da República e perder a eleição em Minas. Se ele não tivesse sido derrotado aqui, seria o presidente da República.
Viomundo – Por que perdeu aí?
Rogério Correia — As pessoas foram vendo que os os dois governos do Aécio [2003 a 2010] e o do Anastasia [2011 a 2014] eram uma farsa, apesar de toda a blindagem.
Viomundo – Considerando que a maioria das denúncias que o senhor fez  foi ignorada, arquivada pelas instituições que deveriam investigá-las, pensou alguma vez em desistir?
Rogério Correia – Nunca!
Viomundo – O que levou a persistir?
Rogério Correia – Alguém já disse: é possível você enganar uma pessoa a vida inteira ou enganar todo mundo durante algum tempo; já enganar todo mundo durante todo o tempo não é possível. Eu pensava comigo: um dia isso vai acabar. Espero ter contribuído, pelo menos, um pouco para isso acontecer.
Viomundo – Antes de o Aécio assumir o governo de Minas, como era a situação?
Rogério Correia — Eu já fazia oposição ao Eduardo Azeredo, quando ele era prefeito de Belo Horizonte [1990 a 1993], e eu, vereador.
Em1999, eu assumi a cadeira de deputado estadual na ALMG e Itamar Franco, o governo de Minas (1999 a 2003).
Itamar já denunciava os tucanos. Ele interrompeu o ciclo neoliberal do Azeredo, enfrentou o Fernando Henrique…
Mas, ao assumir o governo de Minas em 2003, Aécio retomou o ciclo neoliberal com muito mais força. Aí, a minha oposição aos tucanos se ampliou.
Viomundo – Ao longo desses 13 anos, a chamada grande imprensa, Judiciário, Ministério Público ignoraram solenemente as suas denúncias contra o governador e o senador Aécio Neves. Agora, se dizem “surpresos”, “traídos”, “espantados”. O que acha dessa reação?
Rogério Correia – (risos) Todos tinham conhecimento desse conjunto de denúncias que você está publicando hoje. Eu mesmo entreguei a essas instituições os documentos demonstrando as irregularidades, como improbidade administrrativa, corrupção, truculência desmedida contra os que dele discordassem.  Assim como sempre passei amplamente à imprensa essas denúncias. Só que preferiram blindá-lo absurdamente.
Viomundo – Nesse processo de blindagem quem destacaria?
Rogério Correia – Para começar, o seu núcleo político-operacional:
Antonio Anastasia: inventor do choque de gestão.
Andrea Neves: comandava com mão de ferro a imprensa mineira. A “Goebbels” das Alterosas. De 2003 a 2010, comandou o poderoso e estratégico Grupo Técnico de Comunicação, por onde passava toda a verba de publicidade do governo de Minas destinada à mídia. Em troca, mantinha sob silêncio absoluto os fatos negativos referentes ao irmão.
Danilo de Castro: por enquanto está aparecendo pouco, mas era o secretário de governo; fazia as articulações com deputados, Judiciário e Ministério Público.
Frederico Pacheco de Medeiros: Homem de confiança de Aécio na Cemig, onde foi diretor de 2011 a 2015. Articulador da venda de 1/3 das ações da estatal mineira à empreiteira Andrade Gutierrez , Fred foi ainda coordenador financeiro da campanha de Aécio à presidência da República em 2014. Assim como Andrea, está preso desde 18 de maio.
Oswaldo Borges da Costa Filho, o Oswaldinho: principal operador de Aécio,  é casado com uma das filhas do banqueiro Gilberto Faria, que foi casado com dona Inês Maria, mãe de Aécio. Presidiu a Codemig. A equipe dele é que arrecadava o dinheiro de propina da Cidade Administrativa. Em 2014, Aécio cruzou o Brasil em campanha a bordo do jatinho particular do Oswaldinho. Muita coisa ainda vai aparecer dele, que pode ser preso.
Viomundo – E institucionalmente?
Rogério Correia – Influência enorme tanto no MP quanto no TCE.
Viomundo – E o Ministério Público Estadual?
Rogério Correia – Enorme influência também. Entre os procuradores-gerais de Justiça,  o pior foi o dr. Alceu José Torres Marques, que ficou lá 2009 a 2012. Alceu não era engavetador. Era pior. Era o arquivador. Se fosse contra o Aécio, matava no peito. Era só mandar para ele. Brincávamos que era o Aeceu.
Viomundo – O dr. Alceu também impediu promotores de investigarem o Aécio?
Rogério Correia – Sim. O Alceu tirou  da mão do promotor João Medeiros o processo da Rádio Arco-Íris  e arquivou. O promotor recorreu ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que não lhe deu ouvidos, porque lá também o aecismo tem voz predominante.
No Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desde Itamar Franco, tinha um primo do Aécio chamado Tolentino que arrumava as coisas para os tucanos lá.
Não podemos nos esquecer da blindagem parlamentar-institucional. Aécio tinha controle absoluto da Assembleia Legislativa.
Viomundo – Via irmã Andrea?
Rogério Correia – Não, via Danilo de Castro, que recheava a base aliada de emendas, favores. Como Aécio tinha ampla maioria, ele não permitia que se criasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Mesmos singelos requerimentos para pedir notícias, esclarecimentos, dados — por exemplo, sobre o volume de recursos publicitários aprovados para a Rádio Arco-Íris – não eram aprovados. E quando aprovados, a presidência da Assembleia Legislativa não encaminhava e eles eram arquivados.
A partir daí, eles passaram a ter também um domínio no PSDB nacional. Eles montaram um esquema tão forte aqui que conseguiram sobrepor-se ao PSDB de São Paulo.
Viomundo – Qual a explicação para isso?
Rogério Correia — Eles unificaram as elites aqui. Conseguiram uma unidade tão grande que saíram de Minas para o plano nacional, sempre em nome de Minas.
Só que não foi Minas. Foram as elites mineiras, o setor financeiro, o capital financeiro. Sobrepor isso a São Paulo era algo impensável. Eles conseguiram.
Viomundo – Quando o senhor diz “eles”, está se referindo ao núcleo político-operacional de Aécio?
Rogério Correia – Sim. O Aécio também tinha — não sei se mantém agora – tentáculos em Brasília, no Supremo Tribunal Federal, no Ministério Público Federal. Tanto que até agora o pau que deu em Chico não estava dando em Francisco.
No STF, frequentemente ele está tirando retratinhos com o Gilmar Mendes, pra lá e pra cá. Já o namorico com o Moro é recente…
Na verdade, o Aécio sempre teve um esquema nacional de muita proteção. Se esse sistema de proteção fosse só em Minas, ele já teria caído.
Agora, isso não se deve só ao esquema de blindagem. Tem a ver também com o fato de o Aécio ter sido escolhido pelas elites. Tem a ver com o modelo político e econômico que o Aécio e o grupo dele defendem para o Brasil.
Eles defendem os interesses dos mais ricos, das elites brasileiras. Essa unidade político-ideológica das elites, da direita, propiciou que ele crescesse tanto em Minas quanto no restante do País.
Viomundo – Voltando à blindagem do Aécio. No MPF, ela é muito evidente, tanto com o Gurgel quanto com o Janot, concorda?
Rogério Correia – Concordo. O Janot só agora começou a agir. Veja bem. Quando a gente entrava com uma representação aqui, no MPF de Minas, contra o Aécio, ela ia para Brasília, porque ele tem foro privilegiado. Só que lá o procedimento não andava. Já aqui, eles não faziam nenhuma força para sequer separar o que tinha que ir para Brasília de outros elementos que podiam ser investigados pelo MPF, em Minas.
Por exemplo, a denúncia que fizemos contra o Aécio e Andrea por ocultação de patrimônio decorrente da Rádio Arco-Íris (veja quadro).
Nós protocolamos aqui, em Belo Horizonte, ela foi para Brasília. Eu e os deputados Sávio Souza Cruz e Antônio Júlio fomos até a Procuradoria Geral da República.
O PGR era o Roberto Gurgel, antecessor do Janot. Ele deixou na gaveta durante dois anos e dois meses. Depois, quando estava para sair, ele arquivou.
Nós também estivemos na PGR, em Brasília, por causa da Lista de Furnas (veja quadro). Na primeira vez, em 2014, deixamos todos os documentos no gabinete do doutor Janot.
Na segunda vez, em 31 de janeiro de 2015, entregamos, pessoalmente, nas mãos dele. Na ocasião, ele nos disse que “estranhou o fato de o processo da Lista de Furnas só ter chegado agora [31 de janeiro de 2015] à PGR, a partir da intervenção dos deputados petistas”.
Só que, em 25/01/2012, a procuradora criminal Andréa Bayão Pereira, na época no MPF/RJ, concluiu seu trabalho sobre a Lista de Furnas, comprovando o esquema de caixa 2.
E o Janot simplesmente ignorou a denúncia dela, que naquela altura já trabalhava com ele no MPF, em Brasília.
Viomundo – E a blindagem da mídia?
Rogério Correia – Uma ou outra vez a gente conseguia furar o bloqueio da grande mídia, mas a grosso modo a blindagem em relação ao Aécio era absoluta.
A Andrea comprava o silêncio da mídia mineira. Só que essa mídia, além do silêncio em relação aos malfeitos do Aécio, atacava os adversários do Aécio.
A gente era vítima da “sua imprensa”, que se prestava o papel de injuriar, caluniar, quem não concordasse com Aécio Neves.
Nessa blindagem, incluem-se rádios e TVs de Minas. Uma blindagem absoluta, mesmo. Tanto que o dia em que a Andrea foi presa o Sindicato dos Jornalistas considerou o dia da liberdade de imprensa em Minas. Fizeram até festa.
Viomundo – E os órgãos de repressão?
Rogério Correia – Também faziam parte do esquema de blindagem do Aécio.
Nós tivemos a prisão do Carone, a prisão do Nilton Monteiro, a invasão da casa do “Picapau”, o fechamento do NovoJornal,
O Carone só não morreu, porque, felizmente, o secretário de Defesa Social à época, a meu pedido, transferiu-o de uma cela na Gameleira, onde estava tendo um infarto, para um hospital.
Eles torturavam  física e psicologicamente o Carone para que ele me denunciasse, dizendo que eu teria feito parte da falsificação da Lista de Furnas. Só que a lista é 100% verdadeira!
Às vezes eles recorriam também ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça, para intimidar os adversários.
Há 25 processos contra a Bia Cerqueira, presidente do SindUTE e da CUT/MG. Eles diziam que a Bia favorecia eleitoralmente os adversários do Aécio.
O que ela fazia com os sindicalistas, no período eleitoral, era chamar a atenção, fazer debates, chamar todos os candidatos para ver a posição que tinham em relação à educação.
Como o PSDB é inimigo da educação pública, eles tentavam impedir o sindicato de dizer as posições de cada candidato. Nós demos um flagrante com TV e tudo em 3 policiais P2, que estavam nas costas dela, tentando coagí-la a reprimir a greve.
Viomundo – O Aécio já mandou recado ao Pimentel, via deputado federal petista Gabriel Guimarães, para fazer o senhor maneirar nas denúncias contra ele. E, aí?
Rogério Correia — Nós não vamos dar trégua. Não adianta o Aécio ligar pra deputado do PT, governador, senador, nem para o papa. Aliás, o Papa Francisco não iria atendê-lo.
Crédito da tabela abaixo: Conceição Lemes, Viomundo; o aeroporto de Montezuma fica próximo e não “nas terras” do pai de Aécio, falecido; Aécio e Andrea herdaram a fazenda. O Viomundo fez um minidocumentário lá.
Conceição Lemes, Viomundo; o aeroporto de Montezuma fica próximo e não “nas terras” do pai de Aécio, falecido; Aécio e Andrea herdaram a fazenda
denuncias Aecio Neves do psdb
Na fotomontagem, algumas das idas de deputados ao Ministério Público de Minas Gerais e à Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, para denunciar malfeitos do senador Aécio Neves
FONTE:Site Deputado Rogerio Correa

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Primo de Aécio entrega R$ 1,5 mi de dono da JBS

Frederico foi preso no dia 18 de maio durante a Operação Patmos

Primo de Aécio entrega R$ 1,5 mi de dono da JBS A defesa de Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), fez um depósito judicial nesta terça-feira, 13, no valor de R$ 1,5 milhão em agência da Caixa Econômica Federal no bairro Luxemburgo, zona sul de Belo Horizonte. Frederico foi preso no dia 18 de maio durante a Operação Patmos.

Os recursos depositados seriam parte dos R$ 2 milhões repassados pela JBS ao senador, conforme delação premiada de Joesley Batista, um dos donos da empresa. Frederico Pacheco foi um dos encarregados de transportar os recursos. Mendherson Souza Lima, que trabalhava para o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), também teria participado do transporte do dinheiro.

No mês passado, a PF apreendeu duas sacolas com um total de R$ 480 mil na casa da sogra de Mendherson, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. O mandado de busca e apreensão foi anexado ao inquérito que investiga Aécio, no dia 26. Frederico e Mendherson estão presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

A informação sobre o valor depositado na Caixa foi repassada pelo advogado de Mendherson, Antonio Velloso Neto. A operação foi acompanhada pela Polícia Federal.

‘Lavagem’

Para o advogado, o depósito realizado hoje mostra que não houve lavagem de dinheiro com o uso de conta-corrente de empresa do filho do senador Perrella, Gustavo Perrella.

Conforme as investigações da PF, parte dos R$ 2 milhões teria sido depositada na conta da Tapera Participações e Empreendimentos Agropecuários, que tem como dono Gustavo. "Não existe essa história de lavagem de dinheiro. Mendherson nunca lavou dinheiro na empresa do Perrella e nunca lavou dinheiro para ninguém", afirmou Velloso. "É a comprovação absoluta de que o dinheiro não está mais em circulação."

O advogado de Frederico Pacheco não atendeu ligações telefônicas nem respondeu a questionamentos feitos pela reportagem por mensagem. À época da prisão de Frederico e Mendherson, a defesa de AécioNeves afirmou que os R$ 2 milhões seriam um empréstimo para pagar seus advogados nas investigações da Operação Lava Jato

Fonte: http://www.opopular.com.br/editorias/politica/primo-de-a%C3%A9cio-entrega-r-1-5-mi-de-dono-da-jbs-1.1292781

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PGR denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção passiva e obstrução de Justiça

Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã e o primo do senador do PSDB-MG, e um ex-assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Os três estão presos.


PGR denuncia Mineirinho Aécio Neves (PSDB/MG... por psdbcensuradopeloyoutube

do G1 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador Aécio Neves (PSDB/MG) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça (leia a íntegra da denúncia).
Janot pediu, ainda, "a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo, emprego público ou mandato eletivo, principalmente por terem agido com violação de seus deveres para com o Estado e a sociedade."
Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã de Aécio, Andrea Neves; o primo, Frederico Pacheco; e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima.
Na denúncia, Janot pede que Aécio e Andrea Neves sejam condenados a pagar R$ 6 milhões a título de reparação por danos morais decorrentes de corrupção (R$ 4 milhões) e reparação por danos materiais (R$ 2 milhões) causados pelas condutas deles.

A denúncia é baseada nas investigações da Operação Patmos, em razão da qual Aécio foi afastado do mandato parlamentar, e Andrea Neves, Pacheco e Souza Lima foram presos. Eles foram citados nas delações premiadas de executivos da JBS. O senador se diz "vítima de uma armação".
Um dos elementos da investigação é uma gravação do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que registrou com um gravador escondido uma conversa entre ele e o senador.
No diálogo, Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões a fim de pagar um advogado para defendê-lo na Operação Lava Jato.
A Polícia Federal filmou, com autorização do STF, a entrega por Ricardo Saud, diretor da JBS, de uma parcela de R$ 500 mil ao primo de Aécio, Frederico Pacheco, que posteriormente repassou o dinheiro a Mendherson de Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Pacheco e Souza Lima foram presos na Operação Patmos. 

A denúncia contra Aécio Neves será analisada pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que vai notificar os acusados a apresentarem defesa. Depois, em prazo não definido, levará o caso à Primeira Turma do STF, que decidirá se Aécio vira réu pela acusação.
Aécio é alvo de oito inquéritos no Supremo. Um deles é a investigação aberta a partir da delação dos executivos e donos da JBS, na qual o senador foi denunciado.
Há outros cinco inquéritos abertos para investigá-lo a partir das delações dos executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, todos no âmbito da Operação Lava Jato, e mais dois instaurados a partir das delações do senador cassado Delcídio do Amaral, que estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

PF apreende anotação escrita 'Cx 2' no apartamento de Aécio Neves

O senador Aécio Neves e o Juiz da Lava Jato Sergio Moro se divertindo em evento da Istoé


A Polícia Federal apreendeu no apartamento do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), no Rio, uma anotação manuscrita em que estava escrito "Cx 2".
"Diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles 01 papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'Cx 2'", informa relatório da PF incluído no inquérito com base na delação da JBS em supostos atos ilícitos.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) apura se Aécio Neves, o presidente Michel Temer e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) cometeram crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
Aécio foi alvo da operação Patmos, desdobramento da Lava Jato, no dia 18 de maio. 
Fonte:Folha De São Paulo

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Delator diz que JBS pagou R$ 43 milhões a partidos para apoiarem Aécio Neves em 2014

Delator diz que JBS pagou R$ 43 milhões a partidos para apoiarem Aécio Neves ptb solidariedade DEM PMDB PMN Pt do B PTN PTC PEN PSL PSC PSDC PSDB
Delator diz que JBS pagou R$ 43 milhões a partidos para apoiarem Aécio Neves ptb solidariedade DEM PMDB PMN Pt do B PTN PTC PEN PSL PSC PSDC PSDB

Ao menos 12 partidos políticos receberam dinheiro da JBS em troco de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB/MG) à Presidência da República, em 2014. A holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista repassou às legendas R$ 43,170 milhões a pedido do então candidato.

A informação consta no acordo de delação premiada do diretor de Relações Institucionais do grupo J&F, Ricardo Suad.

No documento da Procuradoria Geral da República (PGR),  Saud diz que “Aécio orientou que a propina fosse distribuída para a compra de partidos políticos que integrassem a coligação (de Aécio) à Presidência da República”.

Assim, atendendo ao pedido do tucano, Saud conta aos procuradores que o PTB foi o que mais recebeu: R$ 20 milhões. Do montante, segundo o delator, R$ 17,950 milhões se referem a doações oficiais aos diretórios dos estados. Os repasses foram feitos entre 23/6/2014 a 14/04/2014. Outros R$ 2,050 milhões em espécie foram entregues a um interlocutor da legenda.

Com R$ 15,270 milhões, o Solidariedade foi o segundo que mais embolsou recursos no esquema. Do total, R$ 11 milhões foram doados oficialmente ao diretório nacional, presidido pelo deputado federal Paulinho da Força.

De acordo com o executivo da JBS, “orientado por Aécio, Paulinho da Força procurou Joesley Batista no antigo escritório da J&F e ajustou os pagamentos”. Assim, Paulinho teria recebido “R$ 4 milhões por meio de liquidação de notas fiscais”. O restante do dinheiro destinado ao Solidariedade foi distribuído para representantes de empresas dos ramos de transporte, material de construção e elétrica.

Para o PMDB, partido que compunha chapa com a então candidata Dilma Rousseff (PT), rival de Aécio, foram R$ 1,5 milhão, em doação oficial em 24/10/2014.

Já o DEM foi destinatário de R$ 2 milhões. Conforme a delação de Ricardo Saud, inicialmente a quantia acordada por Aécio para a direção do partido teria sido de R$ 10 milhões. Mas o tucano mudou de ideia e “autorizou a redistribuição”, o que deixou o representante do DEM “indignado”.

Ao diretório nacional do antigo PTdoB, rebatizado de Avante mas ainda presidido pelo deputado Luis Tibé, foram repassados R$ 1 milhão, em doação oficial em 11/9/2014. Menos de uma semana mais tarde, o PMN foi agraciado com R$ 1,3 milhão, de forma oficial.

PSC, PSL e PEN receberam, respectivamente, R$ 100 mil, R$ 150 mil e R$ 500 mil, todas de forma oficial. Já para o PTC foram dois repasses: R$ 400 mil para o diretório nacional, em doação oficial em 11/9/2014, e R$ 250 mil para o comitê financeiro regional de Minas, também em doação oficial feita quatro dias depois.

O PTN também foi contemplado em dose dupla. Foram R$ 250 mil para o diretório de Minas e R$ 400 mil para o nacional, ambas registradas. Ainda segundo o delator, R$ 50 mil foram doados ao PSDC.

Danilo de Castro

Homem forte nos governos do PSDB em Minas, o ex-deputado Danilo de Castro também foi citado na delação de Ricardo Saud.

Ainda no anexo dedicado a Aécio Neves, o delator contou aos procuradores que Danilo de Castro foi indicado pelo tucano para interceder a favor dos interesses do grupo em Minas.De acordo com Saud, “Aécio prometeu a Joesley Batista” liberar créditos de ICMS de duas empresas do grupo no valor total de R$ 24 milhões.

Segundo o delator, cinco ou quatro reuniões para agilizar a liberação dos recursos foram realizadas entre o executivo e Danilo, “que telefonava para a SEFAZ-MG (Secretaria de Estado de Fazenda de Minas) e pedia a liberação dos créditos”. Apesar das tratativas, os recursos não foram liberados.Leia também: A amizade de Temer com os Batista levou Junior Friboi para o PMDB
Fonte:Dos Amigos do Lula

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Imagens da mala de dinheiro para Michel Temer e Aécio Neves

A delação da JBS, a mais dura em três anos de Lava-Jato, merece este título em grande parte devido às cenas a seguir. Nelas, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), destacado pelo presidente Michel Temer para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial, é flagrado pegando R$ 500 mil em propina — a primeira parcela de um montante prometido de R$ 480 milhões.

As cenas também são devastadoras para o presidente do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves. A Polícia Federal filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, pegando, a mando de Aécio, R$ 1,5 milhão em propina — três quartos dos R$ 2 milhões que Aécio pediu, sem saber que era gravado, para Joesley. As cenas abaixo mostram esta entrega, ocorrida em 28 de abril deste ano.



                              A entrega de dinheiro para o indicado por Temer
Imagens da mala de dinheiro para Michel Temer e Aécio Neves


              A primeira entrega de dinheiro ao primo de Aécio Neves

Mala de dinheiro a Aecio neves do PSDb e Temer do PMDB

As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fosse parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.Imagens publicadas no blog do Lauro Jardim via blog Amigos Do Lula